Associação Nacional de Cuidadores Informais

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Foi publicado a 06 de Setembro de 2019 a Lei nº100/2019 que aprova o Estatuto do Cuidador Informal, altera o Código dos Regimes Contributivos do Sistema de Segurança Social e a Lei nº13/2003, de 21 de Maio.

 

CONSULTE AQUI:

 

https://data.dre.pt/eli/lei/100/2019/09/06/p/dre

 

 

O Presidente da República promulgou a 07 de Agosto de 2019  a lei que aprovou o Estatuto do Cuidador Informal, esperando que “represente o início de um caminho e não o seu termo”, e louvou “a importância cívica e social” do diploma. Numa nota publicada na página da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa destaca ainda “a unanimidade que concitou”.

O Estatuto do Cuidador Informal define, entre outras medidas, um subsídio de apoio aos cuidadores, o descanso a que têm direito e medidas especificas relativamente à sua carreira contributiva. Estima-se que em Portugal existam entre 230 mil a 240 mil pessoas cuidadas em situação de dependência.

O diploma agora promulgado “aprova o Estatuto do Cuidador Informal, altera o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Providencial de Segurança Social e a Lei n.º 13/2013, de 21 de maio”. A lei que cria o Estatuto do Cuidador Informal a partir de diferentes diplomas foi aprovada, por unanimidade, em 5 de julho, na Assembleia da República.

A nova legislação, que teve como base projetos de BE, PCP, CDS-PP, PSD e PAN e uma proposta de lei do Governo, contou com o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa que, no dia anterior à aprovação, saudou antecipadamente “a concretização desse primeiro passo” para apoiar aqueles que prestam informalmente cuidados a pessoas em situação de dependência.

 

Foi  publicado no Diário da República, o Decreto Legislativo Regional (DLR n.º 5/2019/M, de 17 de Julho), que cria o Estatuto do Cuidador Informal da Região Autónoma da Madeira (RAM).
É o culminar de uma luta que ainda levará algum tempo a ser concretizada. 
Para já, fica em suspenso, porque remete para portaria a publicar posteriormente, o valor pecuniário atribuído. O cuidador informal tem direito a requerer um apoio financeiro, mensal, de natureza compensatória, pela acção desenvolvida de acordo com o artigo 9.º, nos termos e condições estabelecidas nos números seguintes e em portaria conjunta dos membros do Governo Regional responsáveis pelas áreas das finanças, da saúde e da inclusão e assuntos sociais.
Aguardamos com calma e serenidade os efeitos práticos do mesmo, que serão materializados quando a portaria for publicado.

 

Pode consultar aqui:

 

https://data.dre.pt/eli/declegreg/5/2019/07/17/m/dre

 

 

Regime Jurídico de Apoio ao Cuidador Informal na Região Autónoma dos Açores

Os progressos registados relativamente ao aumento da esperança média de vida e ao papel da mulher na sociedade, impõem desafios acrescidos à sociedade no sentido de manter os cidadãos em situação de dependência, no seu contexto natural de vida e integrados na sua comunidade.

Assistimos nas últimas décadas a um reforço significativo das respostas dirigidas ao atendimento da pessoa idosa e da pessoa dependente com tradução no aumento da capacidade de acolhimento em estrutura residencial, no alargamento e ajustamento dos serviços do Serviço de Apoio Domiciliário em função das necessidades dos seus utilizadores e no incremento de Centros de Dia e Centros de Noite.

Não obstante o crescimento desta rede, a realidade dá-nos conta que uma parte significativa destas pessoas se mantém no seu domicílio, o que só é possível devido ao papel assumido pelos cuidadores informais.

Importa, assim, propiciar as condições necessárias para que estes cuidadores tenham apoio nesta missão, capacitando-os para a prestação de cuidados e para a promoção e manutenção do seu bem-estar, designadamente no que respeita a uma melhor conciliação da vida familiar e pessoal.

Este regime jurídico estabelece um conjunto de apoios ao cuidador informal, que vão desde o acesso à informação e formação, ao apoio psicológico, ao apoio na adaptação das habitações, ou ao apoio financeiro, entre outros.

Garante, ainda, através de uma estreita articulação entre os serviços públicos, nomeadamente das áreas da solidariedade social e da saúde, um plano de cuidados adequado às necessidades, quer da pessoa cuidada, quer do cuidador informal.

Cumpre-se assim o previsto no Programa do XII Governo Regional, através da promoção das respostas de proximidade dirigidas à população idosa e dependente e da valorização do cuidador informal.

 

Pode consultar o decreto aqui:

 

https://data.dre.pt/eli/declegreg/22/2019/11/05/a/dre

 

 

No dia 05 de Julho de 2019, foi aprovado por unanimidade em Assembleia da República, o texto de substituição dos diversos projectos-lei dos Partidos e Recomendações do Governo, dando assim origem a um texto único que cria O ESTATUTO DO CUIDADOR INFORMAL.

Para vosso conhecimento, segue em anexo, o documento aprovado.

Gostaríamos de salientar que terá ainda de ser homologado pelo Sr. Presidente da República, sair em Diário da República e cumprir o prazo que constam nos artigos para ser posto em prática.

 

Governo acorda com BE e PCP a criação do estatuto do cuidador informal - 30/05/2019

Proposta do executivo previa apenas medidas de apoio, o que mereceu muitas críticas. Descanso de cuidadores e garantia de carreira contributiva estão previstos no texto.
O Governo aceitou criar o Estatuto do Cuidador Informal, que estabelece os direitos e deveres das pessoas que cuidam de familiares dependentes (idosos, pessoas com demência ou doenças crónicas, crianças com patologias graves) em casa. O PS, o Bloco de Esquerda e o PCP chegaram a um acordo que resultou num texto de substituição que prevê a criação deste estatuto, o qual não estava contemplado na proposta inicial do Governo – esta previa apenas medidas de apoio e foi por isso muito contestada pelas associações que representam os cuidadores informais.

Os três partidos coseram aspectos das diferentes propostas – o Bloco de Esquerda, que desde o início reclama a criação de um estatuto, e o PCP entregaram projectos de lei sobre esta matéria há um ano – e fica prevista, entre outras coisas, a possibilidade de os cuidadores que deixam de trabalhar poderem continuar a ter uma carreira contributiva. O que hoje acontece é que aqueles que deixam de trabalhar para cuidar em casa de familiares acabam por ficar sem direito a reforma.

Outra questão essencial é o direito ao descanso dos cuidadores, sem que estes tenham que pôr necessariamente os familiares na rede de cuidados continuados para este fim. Fica previsto o direito ao descanso através do apoio domiciliário e também em lares de idosos. E aqui a novidade face à proposta inicial do Governo é que se muda a fórmula de cálculo da comparticipação que as famílias pagam e que actualmente pode ir até aos 30 euros por dia, explica José Soeiro, do Bloco de Esquerda.

“Estamos a criar um enquadramento legal que não existia. Este é um instrumento que reconhece a existência dos cuidadores informais e lhes confere um conjunto de direitos. Esta é uma vitória muito grande dos cuidadores informais”, sublinha o deputado. O BE sempre defendeu que só um estatuto poderia dar resposta aos problemas mais prementes destas pessoas. Mas o Governo não queria ir por aí. Também o PCP não previa no seu projecto de lei a criação deste estatuto. Já o PSD, CDS e PAN apresentaram outros projectos de lei prevendo a criação do estatuto.

A proposta fica aquém do que o BE pretendia e do que os cuidadores informais reclamam. Mas no próprio texto sublinha-se que o estatuto pode ser revisto e densificado no futuro. “Este é um passo, não chegamos à meta, mas é um passo importante”, sublinha José Soeiro.

O que resulta deste acordo entre os três partidos é, assim, um texto de substituição que define várias medidas, a maior parte das quais já anunciadas pelo Governo. Uma das mais aguardadas pelos cuidadores, a criação de um subsídio de apoio a atribuir mediante condição de recursos, vai ser testada em projectos-piloto com 12 meses de duração, projectos que ainda não avançaram.

Alterações ao Código do Trabalho ficaram de fora

A proposta prevê dois tipos de cuidador informal - o “principal” que é o cônjuge ou unido de facto, parente até ao 4.º grau da pessoa cuidada, que cuida desta de forma permanente e não recebe qualquer remuneração. E o “não principal”, o familiar que acompanha a pessoa de uma forma regular mas não permanente.

Quanto às pessoas cuidadas, há três universos contemplados: as que têm direito a complemento por dependência de 2.º grau ou de subsídio por assistência a terceira pessoa, mas ainda de complemento por dependência de 1.º grau, esta última mediante avaliação especifica dos serviços de verificação e incapacidade da segurança social.

Mas há questões determinantes para o BE que não ficam incluídas: as alterações ao Código do Trabalho (para que seja possível que os cuidadores possam trabalhar a tempo parcial, ou ter um horário flexível, por exemplo) e o reconhecimento retroactivo dos direitos a carreira contributiva para pessoas que deixaram de trabalhar para cuidar dos dependentes em casa. “São duas dimensões muito importantes que vamos apresentar de qualquer forma, mas não conseguimos que ficassem consagradas”, diz José Soeiro.

Em Portugal a única estimativa conhecida até à data sobre os cuidadores informais calcula que sejam mais de 800 mil pessoas, cerca de 200 mil das quais a tempo inteiro. São maioritariamente mulheres entre os 45 e os 70 anos, mas também há filhos que cuidam dos pais

 

Comemorou-se a 13 de Junho de 2019, o primeiro aniversário da ANCI.
Um ano de muito trabalho que preconiza o esforço conjunto de milhares de cidadãos que se têm retirado da sombra.

Connosco, nesta efeméride, está Sua Exa. o Presidente da República que nos fez chegar a seguinte mensagem, que reproduzimos:

"Como sabem, a defesa da criação do Estatuto do Cuidador Informal, pela qual tanto têm lutado é uma causa que nos une. Que une o Presidente da República a um grupo de cidadãos, empenhados em defender aqueles não têm voz, compatriotas que são pais, filhos, netos, sobrinhos, primos, vizinhos, amigos, cuidadores de tantos e tantos outros portugueses. Há milhares de cuidadores informais e cada vez haverá mais. 
A Associação Nacional de Cuidadores Informais - Panoplia de Heróis tem tido um papel determinante em fazer desta causa uma causa nacional, que já é. É uma causa que reúne o apoio de todos os partidos e nessa medida de todos os portugueses. Mas é uma causa que tem de ir mais além. 
As efemérides, como é o caso deste vosso aniversário, são ocasiões de festa, mas são sobretudo oportunidades para alertar consciências. É preciso que persistam nesse alerta sobre a realidade dos cuidadores informais, sobre as suas necessidades e direitos, sobre as suas legítimas expetativas, sobre um estatuto que tarda em existir. Porque esta é uma causa que merece o esforço de todos nós. 
Marcelo Rebelo de Sousa"

A nossa gratidão pela defesa de uma causa que é de todos.

 

 

Com o apoio de alguns, já temos em nosso poder alguns materiais para ajudas técnicas.

Se és sócio basta entrar em contacto com a Associação. O material em nosso poder é cedido gratuitamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Campanha

...A Associação Nacional de Cuidadores Informais
pretende apoiar cuidadores carenciados com o empréstimo ou oferta de:
-Cadeiras de rodas; Canadianas; andarilhos, bengalas, fraldas e todo o material que se considere necessário para apoio de quem se cuida.
Assim, apelamos a todos para que, por msg privada ou ,através do mail: cuidadores.demencias@gmail.com nos informem se têm material que possam ou queiram doar (novo e usado em condições de utilização.)

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